Mama

A Cirurgia Plástica atua sobretudo na identidade corporal do indivíduo. Pacientes com desejos de mudança, não raro, buscam a cirurgia plástica com a fantasia de mudar através dela. No entanto, a Cirurgia Plástica deve muito mais salientar bons traços e suavizar traços desfavoráveis.

Mas, hoje em dia, tantos recursos estão à disposição que, em alguns casos, são possíveis grandes mudanças da imagem de uma pessoa. Por isso, é necessária, cada vez mais, muita responsabilidade para atuar com uma ferramenta tão poderosa como essa, visto que os limites das mudanças não podem obedecer aos limites técnicos, mas sim aos limites de cada paciente.

Mamoplastia de aumento: Procedimento para aumentar o volume das mamas com uso de implantes de silicone.

Troca de próteses: Não existem implantes vitalícios no mercado mundial. É recomendável para as pacientes em uso de implantes de silicone, o acompanhamento do estado de integridade dos mesmos. A ressonância magnética é o melhor método para avaliar o implante, não sendo necessário uso de contraste.

Explante: A remoção dos implantes mamários provoca uma mudança importante na forma da mama, que quando realizada de forma isolada pode gerar insatisfação e muitas vezes sensação de mutilação. A técnica do explante deve envolver a retirada do dispositivo, associada a um procedimento de reestruturação da mama com lipoenxertia e mobilização dos tecidos moles com pontos de montagem em forma de asterisco. Essa técnica consiste em pontos concêntricos na base da mama, tendo como ponto central o mamilo, provocando a concentração do tecido mamário na região central e aumentando a projeção da mama.

Enxerto de gordura: Para reparar pequenas deformidades de contorno da mama o enxerto de gordura é excelente. No entanto para prover aumento de volume, seriam necessários inúmeros procedimentos para alcançar um aumento de volume significativo, além da necessidade de a paciente ter tecido gorduroso suficiente.

Mama redutora: Para reduzir e reposicionar as mamas na parede torácica.

Mastopexia: Para reposicionar as mamas, retirando a pele excedente e em alguns casos colocando implantes para completar o volume.

Assimetria das mamas: Simetria, proporção e harmonia. As Assimetrias da Mama são muito frequentes no corpo humano e certamente uma das principais queixas nas consultas de cirurgia estética. A percepção, o entendimento e o tratamento destas alterações, que fogem do considerado como normalidade, são inegavelmente importantes para o adequado manejo das intervenções mamárias.

A simetria não dá, por si só, beleza às mamas, porque sozinha é monótona e previsível. Todavia, associada à forma e proporção, tem um papel importante no apelo estético da imagem corporal.

É difícil encontrar a perfeita simetria no corpo humano, e as pequenas assimetrias costumam dar um ar de individualidade peculiar a cada pessoa. Contudo, a partir de um grau, a assimetria incomoda o olhar e rouba a atenção.

As medidas dos itens duplos não precisam ser isométricas (com as mesmas medidas), mas sobretudo proporcionalmente simétricas. As diferenças de forma são mais perceptíveis que as diferenças de medidas, assim sendo, pode haver harmonia mesmo com um lado maior que o outro, mas com forma proporcional igual.

Não raro, a proposta de tratamento melhora o conjunto, ainda assim, mantém a assimetria. Às vezes, a paciente não tem consciência das suas assimetrias, e só as percebe após algum procedimento estético, quando analisa mais detalhadamente sua imagem.

A cirurgia estética das mamas busca aproximar as formas do ser humano aos conceitos de beleza natural, suavizando ou primordialmente não acentuando as assimetrias.

Saiba mais sobre Assimetrias da Mama neste artigo de autoria da Dra. Sirlei Costa e Dra. Rosa Blotta.

Mama tuberosa

As mamas tuberosas são deformidades congênitas que alteram a posição, contorno e volume, causando assimetrias e distorções inestéticas.

Sindrome de Poland: As deformidades congênitas envolvendo a mama podem ser mínimas, ou seja, desde pequenas assimetrias de mamilo ou complexo aréolo-mamilar e pequenas assimetrias de volume até assimetrias importantes de forma, volume e posição da mama na parede torácica. Mesmo quando as alterações são pequenas, causam grande sofrimento para as pacientes, de tal forma que exigem correções cirúrgicas complexas que tratam a deformidade com a menor sequela secundária possível. Entre as síndromes congênitas envolvendo a mama, a Síndrome de Poland é a principal, caracterizada por anormalidades da mama e da parede torácica, anomalias vertebrais e deformidades do membro superior.

Há várias teorias sobre a causa dessa síndrome, sendo atribuída a não só alterações na formação embrionária, como também fatores genéticos ou deficiências hormonais. A incidência é estimada em 1:25.000 a 1:32.000 nascimentos. A razão, entre homem e mulher, é de 3:1, e 75% dos pacientes apresentam o lado direito afetado.

As deformidades da parede torácica são menos perceptíveis ao nascimento que as da mão e por conseguinte incomodam mais as pacientes durante a adolescência, quando a alteração se acentua pela ausência ou assimetria do desenvolvimento mamário. Na síndrome de Poland, a ausência ou hipoplasia dos músculos peitorais oferece uma cobertura pobre para a reconstrução da mama com prótese, por fim, causando a deformidade que mais incomoda as pacientes: a prega de pele no pilar axilar anterior.

Saiba mais no artigo sobre Síndrome de Poland de autoria da Dra. Sirlei Costa e da Dra. Rosa Blotta.

Ginecomastia: Na puberdade ou na vida adulta, por ação de hormônios ou medicamentos, a glândula mamária pode se desenvolver no homem. Deve ser acompanhada e em alguns casos está indicada sua remoção.

Mastectomia masculinizante: A mastectomia masculinizadora para transexuais masculinos faz parte do processo de redesignação de gênero. O principal objetivo desse procedimento é obter um contorno torácico esteticamente agradável com cicatriz mínima.